domingo, 17 de novembro de 2013

O QUE ESTÁ NA ALMA

Síndrome do pânico
do medo
da angústia
da parede do quarto, janelas trancadas, telefones desligados
Síndrome da ausência, da saudade, da vontade
Da promessa de sair, de não conseguir
de sumir
de se trancar em si
Síndrome da dor,
da alma corrompida, rasgada
furada, sangrenta
Dos cabelos no box, caídos como as lágrimas
Dos gritos engasgados
dos bom dia não mais dados
Dos horários trocados
Da solidão permanente
da vida, que não se deixa existir
Dos elevadores, dos transportes lotados
Dos túneis, dos bebês abortados
Do volante, do medo da morte
Do medo de ter medo
Síndrome do eu, de você
Síndrome de todos os dias não ter o que comer
Síndrome do salário pequeno, e dos filhos tantos
Síndrome da educação interrompida, da saúde doente
Síndrome dos males contemporâneos
modernos
Síndrome dos calados 
e olhos arregalados 
Da cabeça lotada 
de sonhos e vontades
interrompidos
Síndrome dos males da alma
da fobia, da depressão
do caos, do furacão
Da tristeza que impera
e do medo constante
incessante
penetrante  
que prende, impede
que fode
crises que não deixa
nada seguir
nada respirar
nada findar
Enlouquecer
e morrer,
sem
o poema
terminar.




sexta-feira, 15 de novembro de 2013

...

Até pra existir é preciso um dom. Eu, particularmente, creio que não nasci pra isso!

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