quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A MOÇA DA PLATAFORMA

Ele desceu do trem e sentou-se no banco. Olhou para a parte de cima da estação para vê-la descer. Mas nada dela aparecer. Ele esperou o trem partir e quando se deu conta, ela estava do outro lado, em outra plataforma sentada lendo um livro. Ele sempre a via descendo as escadas da estação quando ele chegava do trabalho. Ela não iria mais esbarrar nele a partir daquela noite, pois tinha mudado de faculdade. Ele ficou desesperado ao perceber que ela seguiria em outro destino. Subiu as escadas e foi até a outra plataforma, desceu e correu até ao banco onde ela estava. Sentou bem ao lado dela, e sorrindo deu boa noite. Ela o respondeu sem nem ao menos olhar para o seu rosto. Ela estava fissurada em sua leitura. Ele ficou ali, até o trem dela chegar. Ela se foi e deixou seu perfume no ar e o tormento da insonia daquela noite que ele mal iria conseguir dormir. Onde não conseguiria pensar em mais nada, a não ser naquela moça da plataforma.

sábado, 7 de setembro de 2013

CAMINHO DA ORALIDADE

Sua mão entre minhas pernas,
passando assim devagar
desce, sobe
sobe e fica
Transita
Pelos contornos da coxa
Chegando até onde está

O ponto
a vontade
a libido
o sentido
os sentidos!
Suas mãos sabem o caminho
conhecem o jeitinho
de chegar lá

E seu rosto,
que trafegando
pelo meu pescoço
descendo pela barriga
abaixando a calcinha
causando arrepios
revelando os instintos
alcançando o lugar
da catarse
do gozar.




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