sexta-feira, 31 de maio de 2013

terceira lei de Newton

Olhou-me nos olhos de uma forma tão penetrante que deve ter entrado em meu peito e visto a forma acelerada como o meu coração batia ao estar perto dele.
Suas mãos imóveis, me mostravam que bastaria uma ação qualquer de minha parte para que gerasse nele uma reação. Ele queria veementemente a terceira lei de Newton.
Mas mal sabia ele, que eu também queria.
E na covardia de ambos, os sentimentos continuaram escondidos.
A vontade das bocas de se encontrarem, dos corpos de se tocarem.
Ele incomodado por não conseguir falar nada, continuou a me olhar e aos poucos foi se retirando, me olhando.
Eu continuei alí, imóvel. Eu continuei com o peito acelerado e a boca cheia de vontade de dizer: eu te amo!

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